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Histórias

Vidas que mudaram connosco.

Mihaela Gruia

Mihaela Gruia

Roménia

Um encontro casual numa rua de Moscavide com a D. Cecília Minascurta mudou-lhe a vida para sempre. Nascida na Roménia e há mais de uma década em Portugal, a Mihaela estava longe de imaginar que aquele encontro com a presidente da Mundo Feliz seria, como diz, a sua “salvação”.

Com a ajuda da D. Cecília, tratou de todo o processo de legalização, o seu e o da família. De associada passou a voluntária e, depois, a técnica administrativa: “Passei por tudo o que vejo agora tantos imigrantes a passar e quis ajudar.” Hoje faz de tudo na associação, da organização dos alimentos ao atendimento, e é responsável pela equipa.

Tem a vida organizada e até conseguiu comprar casa, mas nunca esquece o apoio que recebeu no início: “Eu não tinha nada e ela foi a minha casa, abriu o frigorífico e deu-me a comida que lá tinha. Deu-me tudo, desde os pratos ao colchão. Não me deixou desistir.” A gratidão é imensa, e a Mihaela retribui-a todos os dias, em cada imigrante que atende.

Ana Afonso

Ana Afonso

O voluntariado sempre fez parte da vida da Ana Afonso, e trabalhar na Mundo Feliz foi a continuação natural dessa forma de estar. A experiência de anos na área dos seguros ajuda-a a perceber como chegar às pessoas e a facilitar o caminho de quem chega a Portugal, muitas vezes em profundo desespero.

É atrás de uma secretária que ouve os pedidos de ajuda. Quase todos querem o mesmo: a legalização, uma casa, um trabalho. “Fazemos uma pasta organizada com todos os documentos necessários para obterem o título de residência”, explica, lembrando que muitas pessoas “nem sequer sabem usar o computador, por isso o acompanhamento é fundamental”.

Há dias em que atende mais de 15 pessoas, “com histórias de vida difíceis e muita coisa em comum”. Mas a recompensa chega sempre: “Quando chegam com o título na mão, um grande sorriso e os olhos com lágrimas, é para nós uma grande alegria.”

Tânia Neves

Tânia Neves

Portugal

A Mundo Feliz nasceu para apoiar imigrantes, mas as suas portas estão abertas a toda a gente que precisa, incluindo famílias portuguesas. A Tânia é uma delas.

Mãe de dois filhos pequenos e a trabalhar na limpeza de casas, encontrou no apoio alimentar semanal uma ajuda essencial para o orçamento da família, numa altura em que os rendimentos não chegavam para pôr comida na mesa.

Agradece, de coração, à D. Cecília e a toda a equipa a forma como sempre foi recebida.

Georgina Cabral

Georgina Cabral

São Tomé e Príncipe

Nascida em São Tomé e Príncipe, a Georgina chegou a Portugal em 2006. Doente e com poucos recursos, encontrou na Mundo Feliz o apoio de que precisava.

Todas as semanas vem buscar, com um sorriso, os alimentos que o seu baixo rendimento não lhe permite comprar. Sem família por perto, diz que a associação foi a sua salvação.

Aqui encontrou apoio, amizade e atenção. Por isso resume tudo em duas palavras: “Obrigada, Mundo Feliz.”

Teresa Cardoso

Teresa Cardoso

Angola

A Teresa chegou de Angola com cinco filhos e, como tantas famílias, viu na integração em Portugal um caminho difícil de percorrer sozinha.

Na Mundo Feliz encontrou apoio “em tudo”, em especial no processo de legalização: os filhos mais novos conseguiram a autorização de residência e a família foi acompanhada passo a passo. A filha mais velha, que sonha tirar o curso de Contabilidade, continua a lutar pela equivalência dos estudos feitos em Angola.

Mãe e filha dizem-se “muito agradecidas por todo o apoio” e acreditam que, em Portugal, a vida vai ser melhor.

Katerina e Tatiana Vouk

Katerina e Tatiana Vouk

Ucrânia

Quando a guerra começou na Ucrânia, as irmãs Katerina e Tatiana chegaram a Portugal com a mãe, à procura de segurança. O pai, médico e militar, ficou a defender o seu país.

Procuraram a Mundo Feliz para ter apoio alimentar e foram recebidas de braços abertos pela D. Cecília e por toda a comunidade.

Com apenas 20 anos, a Katerina agradeceu a todos os que a têm ajudado desde que fugiu da guerra. Por essa altura, a associação organizou também ajuda humanitária para a Ucrânia.

Formosa Malega

Formosa Malega

Angola

A Formosa veio para Portugal porque, nas suas palavras, “não quis esperar que o filho morresse”. Depois de viver em Inglaterra, mudou-se à procura dos cuidados de saúde de que o filho precisava.

Angolana, encontrou na Mundo Feliz o apoio alimentar que a ajuda a sustentar a família enquanto trata da saúde do filho.

Recebe o seu cabaz com a ajuda das colaboradoras da associação e agradece “todo o carinho com que é recebida”.

Maria Helena Tavares

Maria Helena Tavares

Cabo Verde

A Maria Helena veio de Cabo Verde para ser operada a um cancro da mama, deixando o marido e os três filhos no seu país.

Todas as semanas vem à Mundo Feliz buscar o cabaz de alimentos, uma ajuda que diz ser “essencial para sobreviver”, já que o pouco que recebe mal chega para pagar o quarto onde vive.

Emociona-se ao falar da forma como é recebida: na associação, diz, é “tratada como família”, um apoio que “não tem palavras para descrever, só o sente com o coração”.

Noémia Meira

Noémia Meira

Brasil

A Noémia chegou do Brasil e foi na Mundo Feliz que tratou do seu processo de legalização. Mas o apoio da associação foi muito além da papelada.

Numa fase difícil, em que confessava ter “perdido a alegria de viver”, a D. Cecília percebeu que algo não estava bem e parou para a ouvir. A Noémia foi encaminhada para o apoio psicológico que a associação disponibiliza.

Saiu reconfortada. Às vezes, tudo o que uma pessoa precisa é de alguém que a oiça, e no fim da conversa a Noémia já sorria.

Olha Krysa

Olha Krysa

Ucrânia

Há mais de duas décadas em Portugal, a Olha é apoiada pela Mundo Feliz praticamente desde o início da associação. Costumamos chamar-lhe “Mãe Coragem”.

Cuida, em Algés, do filho e da nora, ambos com paralisia, e é habitual vê-la a percorrer as ruas com as duas cadeiras de rodas. O apoio alimentar da associação é essencial para a família.

Apesar da vida dura, nunca perde o sorriso. É uma história de como o amor consegue vencer todas as adversidades.

Elizabete Martins

Elizabete Martins

Brasil

Depois de ficar viúva, a Elizabete encontrou na Mundo Feliz “um abrigo e um porto seguro”.

Conta que foi a D. Cecília que lhe deu “ânimo para não desistir” e conseguir a legalização. “Uma pessoa que transmite coisas boas, mas que também puxa as orelhas quando vou abaixo”, diz a sorrir.

Continua a contar com a associação para tratar de assuntos do dia a dia, como o IRS, e garante que ali se sente em família.

Ana Paula Santos

Ana Paula Santos

Cabo Verde

A Ana Paula é, hoje, uma mulher feliz. Chegou de Cabo Verde e entrou na Mundo Feliz para fazer voluntariado.

Foi através da associação que conseguiu um contrato de trabalho, a fazer o que mais gosta. Agradecida, passa as folgas a ajudar quem, como ela, procura apoio.

Diz que estar com a D. Cecília é como estar perto da mãe, e que “o mundo seria bem melhor se houvesse mais pessoas como ela”.

Lília Rotari

Lília Rotari

Moldávia

A Lília chegou da Moldávia, onde era professora. Em Portugal, fez de tudo um pouco, da cozinha ao cuidado de idosos.

Confessa que não tem sido fácil viver sozinha num país que não é o seu. Ao longo deste tempo, foi na Mundo Feliz, e na amizade da D. Cecília, que encontrou consolo.

Com ela, diz, “não há lugar para lágrimas, apenas sorrisos e bons conselhos”.

Vilma Sousa

Vilma Sousa

São Tomé e Príncipe

A Vilma veio de São Tomé e Príncipe e é mãe de quatro filhos, entre eles dois pares de gémeos. Com a família a crescer de repente, procurou a ajuda da Mundo Feliz.

Aqui encontrou amizade e apoio, e diz que já não se sente sozinha. Para famílias como a dela, o acompanhamento da associação faz toda a diferença no dia a dia.

Jessica Hacke

Jessica Hacke

Brasil

A Jessica chegou do Brasil com os pais e o irmão mais novo, em busca de uma vida nova em Portugal.

Na Mundo Feliz, a família tratou de todo o processo de legalização e deu os primeiros passos com segurança.

A Jessica diz que estão muito felizes por estar em Portugal e pelo apoio que receberam. E nós ficamos felizes por ter ajudado.

Alda Isabel

Alda Isabel

São Tomé e Príncipe

A Alda chegou de São Tomé e Príncipe com a filha doente, convencida de que era em Portugal que encontraria os melhores cuidados de saúde.

Na Mundo Feliz tratou de todo o processo de legalização da família, enquanto aguardava a sua vez junto dos serviços de imigração. Sem ainda ter um trabalho a tempo inteiro, conta com o apoio alimentar semanal da associação.

É uma mulher de grande coragem, e sabemos que vai conseguir.